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terça-feira, 4 de junho de 2013

38 Semanas e uma Difícil Decisão

É engraçado como achamos que somos os donos da verdade. Como acreditamos que existam formulas e receitas de bolo para tudo. Subestimamos mesmo, tudo, até a natureza.
Dudu nasceu de 37 semanas, já disse isso infinitas vezes. Na minha cabecinha, Milena não passaria disso. Principalmente depois do susto às 34 semanas. Achei pouco provável que passasse das 36. E eis que chego as 38 semanas, o que pra mim é algo inédito.

No entanto, Marido faz cirurgia semana que vem. E como é que faz?

Pensei na possibilidade da indução... Mas não algo pensado e amadurecido. Peguei o telefone, liguei para ele pouco antes da consulta e comentei meu insight... ele concordou.

Explico: Não terá ninguém que possa ficar conosco no período de recuperação - meu e dele. Meu pai recém quebrou o fêmur, minha mãe está 24h por dia cuidando dele, E, mora há 40km da minha casa. Minha sogra, recém operou a coluna.... sem comentários. O resto do povo disponível trabalha... ou seja, só restamos nós. Marido não sabe mais o que é não sentir dor. Não dorme, mal consegue andar, cada vez a mobilidade dele está menor e a possibilidade dele postergar essa cirurgia é meio desumano, sem contar que está de atestado do trabalho há duas semanas, e ficará mais uns 4 meses em casa pós-cirurgia...

Ontem então, eu tinha uma cardiotocografia logo após o almoço, onde deu tudo certinho... A Milena está com os batimentos dentro da normalidade e tive uma contração durante o exame. Ou seja, tudo ótimo.
Saindo do exame, fui direto para a consulta.
Cheguei e já fui atendida. Ainda perdendo o tampão (sou anormal, fico 4 semanas perdendo o tampão.... sério, nunca vi disso), e com 5 cm de dilatação. No momento do toque a minha querida médica fez o descolamento de membranas..... E me avisou só depois que terminou o “ato”. Doeu. Muito. Fisicamente falando, e vendo a luva cheia de sangue e pensar que ela poderia ter me questionado a respeito e que obviamente eu diria não, doeu ainda mais.
Me senti invadida, violada... Uma dor inexplicável.
Mas OK, era para agilizar as coisas... para ver se teríamos mais progresso. OK? Tabom, OK. Mas mesmo assim me senti péssima.

Depois disso, comentei com ela a questão da indução, da possibilidade. Ela disse que poderíamos tentar na sexta, dia 07/06, as 8h, eu internaria e faríamos a indução.
Pesquisei depois o assunto, e vi que a indução gera um alto índice de cesárea, mas nos casos em que há pouca dilatação. No meu caso, com 5cm (a meio caminho andado), seria algo mais simples e rápido.

Desde o inicio da gravidez, pretendia fazer o parto sem analgesia e sem episio (a do Dudu foi com, e não achei legal a recuperação...). A minha médica disse que havendo necessidade ela fará sim (arrependimento de não ter buscado um medico a favor do parto humanizado), mas que sabe da minha vontade e avaliará a situação na hora.
Também não queria saber da ocitocina, onde no do Dudu, cheguei no hospital com 6 de dilatação e aplicaram a dita cuja... estourou a bolsa e implorei por analgesia. Nesse parto, eu gostaria que as coisas andassem por si só. Ocitocina aumenta a dor das contrações.... Ou seja, tudo será meio (MUITO) diferente do que eu gostaria.

Provavelmente será sim com ocitocina ( parto induzido, certo?!) e só Deus sabe se darei conta da fazê-lo sem a analgesia.
Só Deus sabe de muita coisa. E a gente (EU) precisa aprender isso....

OK, voltando... depois que saí do consultório, com um nó na garganta, fui liberar a guia de internação, e entrei no carro para ir pra casa, passei a chorar. Inconsolável e incontrolavelmente.
Um sentimento de culpa, de derrota, de trapaça, tomou conta de mim. Em estar ‘indo contra a natureza’. De não estar respeitando a vontade da Milena em querer vir ao mundo quando ela bem entender, de estar desrespeitando-a. Um sentimento muito triste, e ao mesmo tempo, consegui me dar conta o tamanho do amor que já tenho por ela.

Sempre achei muito taxativo falar em amar um ser que sequer conhecemos. Amamos, claro, mas nada surreal, e acho que o laço se completa mesmo ao conhecermos, no momento pele a pele mesmo, no dia a dia. Tanto que me considerava um monstro na gravidez do Dudu pois não me sentia a gravida mais paz e amor do mundo... e amor de verdade mesmo, senti no momento do parto, no primeiro olhar, no primeiro toque.
No entanto, ontem eu senti esse amor indescritível.... uma vontade de proteger, de respeitar, de amparar e defender de tudo e todos, e ao mesmo tempo a dor em ter que optar pelo mais sensato, em também poupar o Marido, meu outro amor. Uma decisão difícil e dolorida...

Cheguei em casa aos prantos e conversando com o Marido, ele me alertou de uma coisa: já desrespeitamos a vontade dela... Se deixássemos só a natureza se encarregar das coisas, ela teria nascido de 33 para 34 semanas. Agora é um pouco diferente, pois ela está prontinha, e não corre risco nenhum.
Foram as palavras que me acalmaram. Sendo bem racional, a verdade é essa. Intervimos na vontade dela, claro, tentando preserva-la, afinal, sendo prematura ela corria N riscos.

É difícil julgar e definir o que é melhor para nós mesmos. Isso só me faz ter uma certeza ainda maior: não devemos julgar as decisões dos outros, pois só nós mesmos sabemos os motivos que nos levam a tomar certas decisões.
Se alguém opta por fazer cesárea pelo motivo A ou B, você que é defensora ferrenha do parto normal, humanizado ou afins, não julgue... ninguém está no lugar do outro para saber o que é melhor para si. E independente das nossas escolhas, o fazemos achando que é o melhor, ou a melhor alternativa. (ou vice-versa... tem quem julgue a cesárea a melhor opção... opinião: cada um com a sua...)
Eu, Fernanda, no mundo perfeito, optaria por um parto humanizado, com zero intervenções e tudo lindo e perfeito... Mas é algo totalmente fora da MINHA realidade, por N motivos. Optei por um parto normal, que EU acredito ser o melhor para mim e para a bebê. Se por algum motivo, acontecer algum imprevisto, também não vou me opor à cesárea...

.:.

Para Milena:

Filha... sei que pedi muito para que você esperasse mais algumas semanas antes de vir ao mundo... Era perigoso e arriscado você chegar naquele período, como já te expliquei.
Você já cresceu, está mais forte e resistente... Conforme conversamos, que pode vir assim que se sentir preparada.
Papai está dodói, e sentindo muitas dores, e quer muito conhecer você antes de fazer uma cirurgia... poder te pegar no colo e aproveitar seus primeiros dias em casa. Com isso, talvez você chegue um pouco antes do que você estava prevendo... Até sexta-feira iremos nos olhar pela primeira vez. Já sinto seu corpinho serelepe em mim, e você já conhece meu calor e minha voz, mas iremos nos olhar... nos sentir, nos cheirar... coisas que você ainda não conhece mas que será mágico e emocionante. Irá mamar pela primeira vez e sentir um gostinho especial, diferente do sabor do liquido que fica à sua volta. Irá também conhecer seu irmãozinho, que está ansioso pela sua chegada.
Vai conhecer seu Papai, aquela voz que te deixa toda saltitante da barriga da Mamãe, e sentir o toque dele.

Todos te amamos muito, e queremos que sua chegada seja o mais tranquila possível.
Venha Milena, estamos te esperando!!!!



.:.

Beijos já mais aliviados,

Fer

quarta-feira, 29 de maio de 2013

37 Semanas e a Reta Final!

O Dudu nasceu de 37 semanas e 3 dias. Hoje estou com 37 semanas e 2 dias.
Essa reta final é tensa.... nunca sabemos quando será o grande momento do parto. Pretendo fazer parto normal, e essa espera é de matar!

Ao mesmo tempo que não vejo a hora de conhecer minha bonequinha, também tenho certeza que terei muita saudade da minha barriga, de sentir ela fazendo bagunça aqui dentro, de estar gravida e se sentir um pouco o centro do mundo (apesar de a primeira gravidez esse “estrelismo” ser 1000x maior... mas ok...)
O quartinho dela está prontinho, as roupinhas cheirosas e passadas, as malas já no porta malas. Tudo pronto, só aguardando ela dar um sinal que está pronta para estrear.

Fico imaginando a inteiração do Dudu com ela... de ser uma família de 4 pessoas, de criar uma menina, de vestir rosa, de arrumar cabelo, de brincar de boneca com ela, de conseguir migrar do mundo dos super heróis para o das princesas em questão de minutos. De conseguir se desdobrar em duas e de conseguir dar atenção para dois.
Tenho medo de deixar o Dudu de lado, ou então, não conseguir dar a mesma atenção que o Dudu recebeu quando bebê à pequena.
Mas ao mesmo tempo, sei que serei capaz, que superarei as dificuldades e para isso, tenho um super marido, que estará ao meu lado conseguindo dividir atenções e dando carinho aos dois.
O Marido precisará fazer uma cirurgia na coluna e ficará afastado do trabalho mais ou menos o mesmo tempo que eu terei de licença maternidade. OK, terei 3 para cuidar a principio, mas ele poderá me ajudar, nem que seja olhando (literalmente) a pequena... rs, ou então estando presente com o Dudu. Isso, sem duvidas, conta muito.

O Dudu, que já tem 4 anos, é super independente e bonzinho. Quase não dá trabalho, é muito esperto e o entendimento que ele tem das coisas é muito maior do que as vezes imaginamos. Ele pode ficar com um pouco  de ciúmes no inicio, mas sinceramente, acho que vai tirar de letra.

Com relação à chegada da Milena, já conversei com ela, que agora ela pode vir, assim que se sentir pronta. Que a estamos aguardando e que será muito bem vinda e amada. Falei muito com ela durante o susto que tive na 33-34° semana, para que esperasse mais um pouquinho, e ela me atendeu. Me senti na obrigação de ‘liberar’ ela... hehe

Sei que estou ansiosa querendo que passe bem rápido, também querendo que esses últimos momentos de gravidez sejam curtidos demais, e que tudo ocorra da melhor maneira possível...

Prometo não desaparecer mais por tanto tempo, e mandar noticias em breve!

do book de gestante


Beijinhos grávidos e redondinhos,

Fer

domingo, 13 de janeiro de 2013

13 de Janeiro

Hoje fazemos 12 anos juntos. 6 anos de casamento.
12 anos de amor, carinho, companheirismo. 12 anos de muita amizade, e de muita coisa vivida.
12 anos que aprendemos juntos, que conquistamos muito (em termos financeiros e em termos pessoais).
12 anos em que a cada dia que passa, o olho com amor, com admiração e tendo a certeza de que vale a pena, cada segundo ao seu lado.
12 anos que ainda é muito pouco perto do tanto que ainda vamos viver juntos.

Te amo, meu amor! Muito mais que há 12 anos.
Obrigada pela família linda... e por tudo que já vivemos.

Beijos, 
da sua Fer.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

FELIZ ANIVERSÁRIO, MEU AMOR!!!

Sei que nos últimos dias só se falou de amor por aqui (muito mimimi), mas não poderia deixar passar em branco uma data tão especial:

♥♥♥ O aniversário do Meu Amor!!!!  ♥♥♥



Hoje o Marido comemora mais uma primavera, e preciso fazer algumas considerações:

Marido, Parabéns por mais um aninho de vida! Que Deus continue iluminando teus passos e te dê sempre MUITA saúde!

Desejo também que nunca falta amor no teu coração,

Que você consiga realizar todos os seus sonhos, desde os mais bobos até os mais ousados,

Que continue sendo essa pessoa maravilhosa,

E que permaneça sendo como um bom vinho.... melhorando a cada ano!

Feliz Aniversário!!!

Te amo muito,
Fer

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

♥♥♥ 13 de Janeiro ♥♥♥

Há 11 anos, as 15:00h de um sábado, estava eu conversando com uma colega de trabalho sobre ir ou não a um encontro... Se por um lado era convidativo encontrar com um rapaz boa pinta, eu não estava nada afim de compromisso.

Minha irmã era Ginasta. Entrou um estagiário novo e ela veio me falar sobre ele. “Feeeeer, tem um estagiário muito gato dando aula lá”.
Ela levou uma foto minha, trouxe uma foto dele e ficamos interessados.
Ela passou o telefone de casa à ele, e ele me ligou. Discutimos no primeiro telefonema. Achei ele um mala. Ele me achou uma chata. Isso foi em Novembro.

Minha irmã não se deu por vencida, lá por dezembro deixou um recado para ele me ligar.... Como anotaram o nome errado, ele acabou ligando para ver quem era (ele jamais me ligaria de novo), conversou com a minha irmã que fez o maior fervo para ele me ligar no trabalho. Conversamos e dessa vez, foi bem mais tranquilo.

Fomos nos ligando, até que combinamos o tal cinema. Fomos assistir “Entrando numa Fria”. Posso contar um segredo? Uma coisa que ele mudou, mas que durante anos me irritava pro-fun-da-men-te? A gargalhada dele... ela estranha, passando a horrorosa..... Pense eu ao lado dele vendo uma comédia......... Pensava que o nome do filme tinha tudo a ver com o momento...

Como ele era beeeem persistente, fomos ficando.... me convidou para ir para a praia no carnaval e depois de pensar MUITO, decidi ir. Ah.... eu não ia viajar mesmo.... bora tomar um solzinho, né?

Não sei, apesar de gostar da companhia dele, não era para eu namorar.... não conseguia vê-lo como possível namorado. Ele tinha umas atitudes de moleque... era meio ‘bom moço’ demais para a minha cabeça, e eu não estava afim messssmo de comprimisso. Foi aí que a vida me pregou uma peça: fiquei doente com uma gripe com direito a febre e tudo (acho que foi a última febre que eu tive na vida), ele foi tão fofo comigo que eu comecei a vê-lo com outros olhos.

Voltamos de viagem e eu ainda não queria larga-lo, mas não estava afim de compromisso.
Quando ele viu que eu estava fazendo-o de bobo, sumiu. Senti falta e fui atrás.... Aceitei namorar com ele e estamos juntos até hoje.

Não que nosso namoro foi uma coisa linda de se ver.... Brigávamos MUITO. Eu era MUITO ciumenta... ele era muito chato. Mas não nos largávamos.
Com 4 anos ele me pediu em noivado, e no nosso aniversário de 6 anos de namoro, nos casamos.

O Marido é uma pessoa sem igual: bom filho, irmão companheiro, Marido companheiro de todas as horas (incluindo a faxina), pai inigualável... Alguém que eu jamais encontrei igual, e que tenho o maior orgulho de ser esposa. É o tipo de pessoa que sabe me aconselhar, que me tira do fundo do poço quando me sinto assim, que me faz sentir a mulher mais desejada, linda e poderosa do mundo (mesmo eu grávida de 9 meses e com 17 kg a mais).
Sei que não existem pessoas perfeitas, e nem casei com ele por achar que é.... Mas os defeitos que ele possui (que sim, são muitos), são infinitamente menores que as qualidades.

Num dos cineminhas

Amor, agradeço a Deus todos os dias por ter feito você tão teimoso e com isso ter insistido tanto para ficarmos junto.
Agradeço a  você por me mostrar o que é ser feliz, o que é se sentir completa. Agradeço pelo presente mais maravilhoso que poderia me dar: o Dudu. Pelos puxões de orelha, pelos empurrões, pelos conselhos, pelo ombro amigo, por me ajudar a crescer sempre e cada vez mais. Por ser meu melhor amigo, meu irmão, meu pai e meu amante, tudo em uma só pessoa. Por estar ao meu lado nas minhas maiores vitórias e nos meus momentos de tristeza. Por enxugar minhas lágrimas e me fazer gargalhar com coisas pequenas. Por me fazer apaixonar a cada nova fase. E, a cada virada de página, me mostrar que ontem eu não te amava tanto quanto hoje.
Obrigada por esses 5 anos de matrimônio... momento em que viramos um só.
Obrigada por esses 11 anos de relacionamento, e por cada minuto que já passamos juntos.
Obrigada pelo amor que compartilhamos...

E pedirei a Deus sempre, que me permita viver o resto dos meus dias ao seu lado, com o mesmo entusiasmo do inicio do namoro.... mas sem as incertezas do primeiro encontro.

Te amo!

Beijinhos, hoje, só para o Marido.